O ESPIRRO DE MERDA

O Blog que para mim é o equivalente ao primeiro peido em público, esse prisma de sensações simultâneas e inesquecíveis. A vergonha, a surpresa, o inexplicável prazer e o filha da puta do cheiro inebriante...PUFF...fez-se o Chocapic!

Setembro 10, 2005

Mantras do Existencialismo

Primeiro Mantra da Existencialidade Significante e da Criação: "És alguém, quando estendes a tua presença para além do corpo físico. Quando a tua criação permanece para além de ti"


O peido é uma extensão de nós próprios...a representação gasosa do nosso interior , ou pelo menos, daquilo que comemos nas passadas 24 horas. O peido é assim, um bem inestimável, e uma das formas de expressão que hoje, já não é respeitada. Da mesma forma que aquelas correntes artísticas seguidas apenas por um pequeno grupo.

Mas eu valorizo um bom peido...respeito quem os consegue dar efusivamente, sempre que assim o deseje. Infelizmente, eu apenas solto fagulhas quando o meu corpo sente necessidade de alertar os outros "IM ALIVEEE, AND .....i HAVE FEELINGSSSSSSS"

Assim, se há coisa que eu admiro, é o mestre do Peido. O gajo que controla e potencia todas as benesses do aparelho intestinal. Um desses tipos de mestre (sim, há várias gradações de mestres) são os gajos que se cagam aproveitando o facto de toda a gente ao lado estar a conversar e a fazer barulho. Meus senhores, desenganem-se. Isto não é bardajonice nem chavascal. É uma ARTE, inata é certo, mas com uma grande dose de estudo (quais os alimentos certos) esforço e suor (a arte do Peido exige um grande autocontrolo do cagueiro).

Estes gajos que se cagam pela calada da noite são simultaneamente actores e ilusionistas. O rabo é estrategicamente levantado a uma distância de 2 cm da cadeira...o suficiente para que o peido saia de forma compactada, sem ser libertado de forma demasiado descontrolada (o peido em campo aberto), aproveitando o ressalto na madeira da cadeira para que o odor saia mais comprimido.

Este tipo de pessoa é o verdadeiro explorador do momento oportuno, em que pode aliviar os gases da tripa sem ninguém dar conta, o que constitui um impacto olfactivo interessante quando o primeiro conviva dá conta do cheiro a merda que adorna o ar de forma inesperada.. "foda-se, olha lá...que cheiro a merda é este?". É esta a magia dum peido bem orquestrado por entre os entrefolhos anais.
O Libertador da Fúria Anal rebola os olhos, e diz pausadamente "ah, eu acho que vêm lá de fora...ou se calhar, alguém pisou merda". Toda a gente olha para debaixo dos sapatos, e é neste momento que o autor da obra-prima se autocongratula, pelo facto da sua auto-expressão anal gerar multiplas reacções em quem o rodeia.

Caso este momento aconteça durante um jantar num restaurante (assim por exemplo, num restaurante chinês), o autor do Peido Ninja que inesperadamente aumentou drasticamente os indices de gãs metano na atmosfera pode sempre dizer "É...eu ouvi dizer que a soja mal cozinhada tinha um cheiro esquisito. Assim, semelhante a merda, sabem?" - novo revirar de olhos.

Claro que. numa primeira fase, as pessoas realmente contemplam o facto daquele cheiro a merda ser de facto de uma fonte não humana...e claro, um peido fétido por muito bom que seja, permanece no ar apenas em pacotes de cerca de 30 segundos. Um peido que inflicta dano nas narinas mais do que 30 segundos, já pertence a uma categoria totalmente diferente: Falta de respeito, caralho!

Ao segundo assalto gasoso, os olhos dos convivas começam a arder. A cara faz expressões que nem os cabrões dos musculos faciais estavam preparados para fazer. A repulsa aumenta, e o cheiro começa a entranhar-se na roupa. Por isso, ainda é mais divertido soltar gases inebriantes ao pé de pessoas que vistam aquelas paneleirices da Gant.

Só o grande mestre cagão consegue manter oculta a origem do peido, porque a partir do segundo assalto, já é preciso uma boa dose de representação e de cinismo...Diz o mestre para os convivas "aii k nojo, parece que está aqui um animal morto" - o revirar de olhos e o ar enojado ajudam.

É este o tipo de gajo que admiro! Porque eu, quando mando peidos pela calada da noite, no segundo assalto já não consigo esconder que sou eu o culpado. Talvez seja exibicionismo da minha parte, sei lá. Mas eu gostava de conseguir manter o mistério, uma e outra vez, até que toda a gente se sentisse tão enojada que deixasse de comer. Este é, sem dúvida, um dos objectivos que me guiam na busca da perfeição! É este o meu primeiro mantra... (pronto, não é preciso de ir tão longe...um peido não é apenas um processo de exteriorização e de criação...também é divertido para caralho!)


Aguardo o dia em que os peidos tenham um estatuto que se coadune com a sua importância. Respeita o peido, e ele respeitar-te-á!!!


Urso Signing Off...Ide na sombra das ramificações divinas, que eles fornecem um resguardo ímpio e adequado!

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